terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Outra vez o beijo...


"O beijo é um truque delicioso arquitetado pela natureza para interromper a fala quando as palavras se tornam supérfluas"

Ingrid Bergman

Relativiza...



Uma imagem especial para relativizar a nossa visão do Universo e das suas proporções.
Dá que pensar...

Relativizar é, cada vez mais, uma palavra de ordem!!

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Revolutionary Road


Já lá vão onze anos desde que o mundo foi abalado por um fenómeno chamado Titanic.

Para além dos espantosos números de bilheteira, o filme de James Cameron conseguiu a proeza de consagrar um novo par romântico: Kate Winslet e Leonardo DiCaprio.
Talvez se esperasse que Winslet/DiCaprio se transformassem numa “receita” de muitos filmes, à maneira de outros pares clássicos de Hollywood.
Mas não. Foi preciso esperar até agora para os vermos juntos naquele que é um dos títulos fortes da produção americana de 2008: Revolutionary Road, de Sam Mendes.

Muita coisa mudou, sem dúvida.

Leonardo DiCaprio, porventura o mais subtil actor americano da geração nascida na década de 70, continuou a exibir a sua versatilidade através do trabalho com Woody Allen (Celebridades), Steven Spielberg (Apanha-me Se Puderes) ou Martin Scorsese (Gangs de Nova Iorque, O Aviador e Entre Inimigos).

Quanto a Kate Winslet, a sua fulgurante maturação desemboca na espantosa composição em Pecados Íntimos, de Todd Field.

Revolutionary Road nasce da confluência de tudo isso (para além de valer a pena não esquecer que Kate Winslet e Sam Mendes são casados desde 2003): estamos perante um filme ancorado no trabalho específico dos actores, sendo inevitável recordar que a experiência do realizador como encenador teatral não é alheia à excelência dos resultados.
Mas seria redutor encarar Revolutionary Road como um mero tour de force dos actores. É bem certo que eles são, de uma só vez, cristalinos e imprevisíveis na representação das crises de um casal do Connecticut, em meados dos anos 50.

Seja como for, ao adaptar o romance homónimo de Richard Yates (publicado em 1961), a realização de Sam Mendes visa a complexidade de uma época de grandes transformações nos modos de vida da “classe média”, desse modo apostando na revitalização do género melodramático tal como foi cultivado por mestres como Vincente Minnelli ou George Cukor.
Da arquitectura da época ao kitsch dos automóveis ou elementos de decoração, nada disso existe como ostentação.

Ao contrário das ficções de raiz televisiva, aqui nada é estritamente decorativo. Através de elementos como esses, Sam Mendes ajuda-nos a perceber a dolorosa distância entre a ideologia de felicidade de uma época e os sentimentos mais fundos, porventura menos confessáveis, de cada personagem: Revolutionary Road é um filme sobre as diferenças entre a utopia e a realidade, o desejo de amar e a crueza, afinal banal, de uma relação amorosa.
A história de um jovem casal em busca de uma vida plena numa época marcada pelo conformismo. Aprisionados num mundo de convenções codificadas, eles sonham sem fé, à medida que as mentiras e a ilusão despoletam consequências explosivas.

Devo confessar que estranhei, mas depois entranhei.
Vale a pena ver!!

Back from Madrid...


Com desejo de ir para lá de Bagdad...

Muito bom, para não variar ;-)
Há coisas fantásticas, não há?!

Parabéns M...


A M. já fez 16 anos, e nós estivémos lá!

Depois do jantar, os miúdos queriam Karaoke.
Rapazes vs Raparigas. Pequenos vs Graúdos. Sobrinhos vs Tias ;-))

Claro que o domínio foi das babes.
Muito graças às tias ;-)
As cotas sabem-nas todas!!
Dancing Queen, SOS, Waterloo, entre outras - o sucesso no Karaoke!!
Ehehehe!!!
Quem é que é cota, quem é?!

Estou rouca, é verdade.
Mas diverti-me à grande e isso é que interessa.

Parabéns M.

O Beijo...


Tu - "Beijoca grande... (é um contra-senso... bjoca pressupõe um beijo pequeno, bjoca grande deve ser um beijo pequeno grande... confuso?! Pois...!!! :)"

Eu - "Na minha opinião, beijoca é sempre bom ;-) Grande então ainda melhor."

Tu - "Um beijo faz sempre sentido, desde que seja sentido! (...) Um pequeno grande beijo, poderá ser um pequeno beijo demorado?!"

Eu - "Claro que pode! Beijo é sempre beijo. Pequeno, grande, rápido, demorado. O importante é beijar e ser beijado com sentido."

Tu - "Embora um beijo seja sempre um beijo, é sempre preferível prolongar o que é bom, pelo que demorado é claramente uma preferência. E existem outras variâncias que podem fazer subir o nível de interesse e receptividade de um beijo." (...) "Aliás, um beijo dado sentido, só faz sentido pela receptividade que tem, pelo efeito que provoca. O melhor retorno que se pode dar a um beijo sentido, é uma reacção sentida, seja ela qual for..."

Eu - "Não posso estar mais de acordo!! Esta coisa dos beijos tem de facto muito que se lhe diga. Eu sou fã e assumo que os demorados são quase sempre "os" beijos."
Segue um beijo grande sentido, um sentido grande beijo, ou um grande beijo sentido ;-)

Tu - "Eu respondo com um beijo grande sentido E um sentido grande beijo E um grande beijo sentido, com um denominador comum - DEMORADOS! :)"

Está dito, está dito ;-))

Sushi Time...


Foi ontem, só para apreciadores e debaixo de uma chuva imensa...
Seguimos sem escalas até ao Japão. O carro ficou, descaradamente, estacionado à porta do restaurante. A mesa estrategicamente reservada.
It was Sushi Time ;-P

Devidamente instalados folheamos a ementa.
A escolha recaiu sobre coisas que pudessem ser partilhadas:

- Tempura ou tenpura - てんぷら o 天羅 ( é um tipo de fritura japonesa, que é composta normalmente por marisco ou vegetais - no nosso caso - passados por uma mistura de água fría, farinha e gema de ovo;

- Sushi - 鮨, 鮓 ou 寿司 (feito com arroz temperado com molho de vinagre, açúcar e sal, ao qual é combinado com algum tipo de peixe ou frutos do mar, ou ainda vegetais, frutas ou até mesmo ovo. A tradição japonesa é de servi-lo acompanhado de wasabi e shoyu - molho de soja;

- Sashime - 刺身 - (
iguaria da culinária japonesa primariamente consistindo de peixes e frutos do mar frescos, em fatias finas e servidos com apenas molho de soja e wasabi);

- Temaki - 手巻き. ( cone, com o nori - alga desidratada e crocante - na parte externa , com recheio de arroz, legumes, ou peixes até à boca da extremidade larga. Um temaki típico tem por volta de dez centímetros de comprimento, e é comido com as mãos, já que é muito estranho pegar no temaki com hashi);

- Shoga (Gengibre);

- Sake 酒 ( bebida fermentada tradicional do Japão, fabricada pela fermentação do arroz; tomada geralmente quente e em grandes comemorações, como Ano Novo e cerimônias xintoístas de casamento). Frio a transbordar (ritual simbólico da prosperidade e abundância) e claro, Coca-Cola.

Dizem que em Roma sê romano, mas a verdade é que o mesmo não se aplica ao japonês. Por isso, nada como ser genuína, mais não seja porque me estava a sentir muito bem.
É fácil de perceber, que comi com as mãos e que, inevitavelmente, sujei a mesa. Eu até sou uma pessoa higiénica, mas a verdade é que a coisa corre melhor em casa ;-)
Deve ser por me sentir observada.
Que fique caro que comer sushi com as mãos é perfeitamente normal no Japão. Para os que têm dificuldades em manusear o hashi (pauzinhos), é uma óptima alternativa.

Detenhamo-nos com a etiqueta, para não se fazer má figura: deve pegar-se no sushi com o polegar, indicador e o dedo médio. Virar o sushi de cabeça para baixo e passa-se o peixe no molho shoyu. É importante evitar passar o arroz, pois o arroz para sushi é feito com um tempero especial, cujo equilíbrio se perde quando misturado ao shoyu.

Sem etiqueta, conversa puxa conversa e falamos como se não houvesse amanhã.
Sobre trabalho, sobre nós, sobre os outros, sobre o que sentimos, sobre viagens, sobre o que queremos e o que nos faz feliz (desengane-se os que acham que falamos do mesmo).

Pelo meio, alguns ensinamentos...
O melhor de todos: "Pensa! Podes fazer alguma coisa para mudar?! Não... Então, relativiza!!".
Não pode ser mais verdade!!

Foi um almoço sem máscaras.
Na verdade, acho que a verdadeira essência residiu nisso mesmo.

A repetir - com ou sem tréguas de São Pedro ;-)